TRANSFORME
SEU PC NUM ESTÚDIO COM O PACOTE PREFERIDO PELOS PROFISSIONAIS
EM 12CD - ESCOLHIDO EM 8 DE CADA 10 PACKS DE ÁUDIO VENDIDOS NA INTERNET |
|

|
 |
|
| multitrack |
equalização |
espectro |
áudio-wave |
midi |
| mixagem |
afinação |
partitura |
compressão |
edição |
| cd-cdr |
mp3 |
sequência |
masterização |
vocoders |
| efeitos |
samplers |
conversores |
plug-ins |
gravação |
|
|
|
|
Nos últimos anos, tem havido lançamentos
de muitos produtos de áudio digital para computadores PC, graças à demanda crescente
nessa área. Isso se deve não só ao barateamento da tecnologia em geral, mas também por
causa da evolução da capacidade de processamento e armazenamento dos computadores, que
permitiu a transformação do computador comum em estúdio digital.
Embora a tecnologia de áudio digital
não seja uma novidade, pois já existe há algumas décadas, seu uso prático - e
comercial - só passou a ser possível à medida que os computadores e seus periféricos
começaram a cair de preço.
Os recursos gráficos são essenciais para a gravação e edição de áudio nos
computadores, e por isso os primeiras produtos comerciais bem-sucedidos foram
desenvolvidos para Macintosh, que já dispunha de interface gráfica há mais tempo do que
os PCs. É por causa dessa vantagem cronológica que os sistemas ProTools, da Digidesign, ainda mantêm uma vantagem em
relação a seus potenciais concorrentes na plataforma PC/Windows.
Entretanto, o mercado de hardware e software para PCs vem evoluindo de forma
impressionante, sobretudo pela acirrada concorrência que existe. Isso obriga aos
fabricantes um esforço imenso para obter um espaço no grande mercado emergente. Na
verdade, existem dois mercados de áudio digital para computadores: o profissional,
voltado principalmente para os estúdios de gravação, e o que chamamos de doméstico
(semi-profissional e amador), onde podemos enquadrar os pequenos estúdios e os usuários
amadores.
O mercado profissional exige produtos com qualidade e confiabilidade altas, pois para que
os estúdios possam substituir seus sistemas de gravação convencionais (gravadores de
fita analógicos e digitais), é preciso oferecer-lhes as mesmas condições de trabalho.
A possibilidade de falhas de operação têm que ser muitos pequenas, e o nível de
qualidade sonora deve ser igual ou superior ao que já se dispõe.
Já para o mercado doméstico o que importa mais é o preço, ainda que não se
negligencie a qualidade, pois os usuários amadores em geral não têm como - ou não
querem - investir muito dinheiro em equipamento. Nesse caso, o que pesa mesmo é a
relação custo/benefício, isto é, o produto tem que ser relativamente bom e
suficientemente barato.
Em artigos futuros, teremos a oportunidade de analisar melhor os critérios de qualidade e
confiabilidade, e veremos também diversos exemplos concretos de custos e benefícios.
POR QUE GRAVAR SONS NO DISCO
RÍGIDO?
O uso do disco rígido (hard disk) do
computador como meio de armazenamento de som digitalizado passou a ser interessante quando
as suas características técnicas começaram a atender às duas principais necessidades
básicas do áudio digital: capacidade e velocidade.
Para se digitalizar um minuto de áudio em stereo, com qualidade de CD (16 bits a 44.1
kHz; veremos esses detalhes em outro artigo), são necessários cerca de 10 megabytes.
Dessa forma, para se gravar uma música inteira de, digamos, uns três minutos,
precisaremos de mais de 30 megabytes. O conteúdo inteiro de um CD possui mais de 600
megabytes de dados.
No caso de um gravador de estúdio, que precisa ter diversas trilhas de
gravação (e não apenas os dois canais do stereo), cada trilha ocupa mais de 5 MB por
minuto. É fácil perceber que para ser viável, num estúdio, o sistema de gravação em
disco rígido deve ter alta capacidade de armazenamento (os discos atuais têm capacidade
média de 2.5 gigabytes ou mais; um gigabyte equivale a mil megabytes).
A outra condição essencial, a velocidade, diz respeito à rapidez com que o software
pode gravar (escrever) os dados digitais do som no disco rígido. Um único
canal de áudio precisa transferir os dados à uma taxa de cerca de 100 kylobytes por
segundo. Assim, para se ouvir, simultaneamente, as várias trilhas de gravação que
estão no disco rígido, é preciso haver uma velocidade de transferência de dados
suficientemente alta. Essa velocidade depende do tempo que o disco leva para
encontrar os dados e depois transferi-los à memória do computador. Os discos
rígidos do tipo IDE-ATA chegam a ter tempos de acesso inferiores a 9 milisegundos (ms), e
taxa de transferência acima de 2.5 MB/s.
Portanto, mesmo os computadores comuns têm hoje capacidade para operar
razoavelmente com gravação de áudio digital. Para quem precisa de maior desempenho,
existem discos mais rápidos (tipo SCSI), que têm velocidade superior aos IDE-ATA, a um
custo também relativamente maior. As memórias RAM também vêm caindo muito de preço, o
que permite maior bufferização dos dados (armazenamento temporário na memória, antes
de salvar no disco), aumentando ainda mais o desempenho do sistema como um todo. Quanto à
capacidade de processamento dos chips, qualquer um percebe o quanto vem crescendo
(Pentium, Pentium MMX, Pentium II, etc).
Assim, os computadores tornaram-se uma ótima opção para a indústria de áudio, que
passou a desenvolver os acessórios (placas de áudio e software) que podem
transformar um PC comum em gravador de áudio.