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Audio - Dicas e Truques - Micreiros Musicais |
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Embora a tecnologia possa
parecer tão complicada, na verdade ninguém precisa ser engenheiro nem programador para
poder usá-la e obter os resultados que deseja, como usuário. Muitas vezes, é apenas uma
questão de organização e metodologia de trabalho. Neste artigo, trazemos algumas
informações importantes para que o trabalho musical no computador seja mais eficiente.
1. A IMPORTÂNCIA DA
DOCUMENTAÇÃO
Nos dias de hoje, informação é vital. Principalmente
para quem usa o computador, e é obrigado a saber uma série de coisas que extrapolam a
sua atividade-fim (no nosso caso: a música). O micreiro musical muitas vezes depende de
certas informações técnicas para poder prosseguir seu trabalho: manipular um arquivo,
configurar uma impressora, ajustar os canais de MIDI corretamente, etc. Por isso, é muito
importante que as informações lhe estejam disponíveis, a qualquer momento.
Os bons softwares e equipamentos modernos em geral vêm acompanhados de farta
documentação, mas a linguagem técnica quase sempre desanima o usuário a lê-la. Por
outro lado, é muito comum encontrarmos num pequeno parágrafo do texto de um manual a
solução exata de um determinado problema.
Então, aqui vão algumas regras fundamentais em relação à documentação:
2. CUIDADOS AO INSTALAR E
DESINSTALAR SOFTWARES
A facilidade de se obter softwares hoje em dia, é um
convite ao usuário para instalar um monte de coisas em seu computador. Muitas revistas
vêm com CDs cheios de programinhas (a maioria inútil para você), e pela Internet
também temos acesso à uma infinidade de versões de demonstração de softwares.
No entanto, antes de instalar qualquer coisa em seu computador, esteja ciente do seguinte:
3. VÍRUS
Embora essa palavra deixe muito micreiro com medo, há
muita gente que nem se importa com isso (às vezes, até por desconhecimento).
Embora os computadores sejam máquinas, eles estão sujeitos a certos males, que podem
afetar seu funcionamento. O vírus de computador é um pequeno software que tem a
propriedade de só funcionar em determinadas condições. Enquanto essas condições não
ocorrem, o vírus fica alojado dentro de outro arquivo (em geral, um software
executável). Normalmente, o vírus vem dentro de algum software, algum aplicativo que
você instala em seu computador e, durante a instalação, ele se aloja em algum arquivo
do sistema operacional, tornando-se então um enorme perigo, pois poderá atuar a qualquer
momento.
Cabe ressaltar que o vírus não é criado pelo desenvolvedor do software em que ele veio
alojado. Ele se instala em disquetes formatados em um computador "infectado", ou
se transfere para arquivos executáveis no computador "infectado", que quando
são copiados para um disquete, acabam levando a "doença" para outras pessoas.
Por isso, é importante que você tenha cuidado com disquetes trazidos por amigos,
principalmente amigos de seus filhos! A garotada adora joguinhos, que copiam
descontroladamente entre eles. Se uma máquina está "infectada", poderá passar
para todas as demais.
Você deverá estar pensando: Mas quem cria os vírus? Bem, em geral, pessoas que querem
mostrar (talvez para si mesmas) sua capacidade de interferir na vida de milhares ou
milhões de usuários. Infelizmente, elas não se importam com os prejuízos que podem
causar. Alguns vírus vão apagando aos poucos o conteúdo do disco rígido, ou
simplesmente deteriorando os arquivos (o que dá no mesmo!). Outros, menos malignos,
apenas mostram mensagens na tela. Há uma enorme variedade deles, cada um com sua própria
maneira de perturbar.
As recomendações acima servem para diminuir bastante o risco de ter o computador
infectado por um vírus. O procedimento, portanto, é idêntico ao de qualquer doença
humana: evitar antes.
Mas se você tiver o dissabor de ter seu computador infectado (o que em geral você só
vai saber tarde demais), o jeito é usar um "antídoto", ou seja, um
anti-vírus. Existem várias empresas que produzem aplicativos cuja função é procurar
os vírus e, ao encontrar algum, proceder a "limpeza". Milhares de vírus são
conhecidos e podem ser eliminados, mas nem sempre se pode descobrir os vírus novos.
Alguns dos softwares anti-vírus monitoram permanentemente a memória e o disco rígido do
computador, e são capazes de detectar alguma anormalidade (mesmo se o vírus não é
conhecido), informando o arquivo suspeito, que você deverá eliminar. Dentre os
anti-vírus, os mais populares são: Norton, McAffee Viruscan, Thunderbyte,
e outros. Os anti-vírus não são caros, e a maioria oferece atualizações periódicas
(para cobrir os novos vírus).
4. A IMPORTÂNCIA DO "BACKUP"
Certamente, você guarda cópias de seus documentos
pessoais (carteira de identidade, título de eleitor, etc), pois sabe que, se perder os
originais, fica mais fácil conseguir outra via se tiver uma cópia. No computador,
também é importante você ter cópias dos arquivos mais essenciais para o seu trabalho.
Imagine que você está fazendo um arranjo MIDI para as músicas de um cantor, e esse
trabalho já lhe consumiu três semanas. Um belo (ou melhor, triste) dia, você tenta
abrir os arquivos com as músicas e recebe uma mensagem do tipo "Unable to open
file." ("incapaz de abrir o arquivo"). Você tenta de novo, e recebe sempre
a mesma mensagem. Um friozinho corre pela sua espinha, e uma terrível sensação de
mal-estar lhe vem quando você se lembra de que tem mais dois dias para entregar o
trabalho pronto!
Não quero deixar ninguém apavorado, mas isso pode ocorrer com qualquer um. É como
seguro de automóvel: pode custar um pouco caro, mas se acontecer do seu carro ser
roubado, você estará garantido. É uma questão de probabilidade, que as estatísticas
comprovam. Eu já passei pelas duas experiências (já perdi arquivos importantes, e já
tive meu carro roubado), mas felizmente sou precavido, e recuperei os arquivos e o carro.
O procedimento de fazer "cópias de segurança" dos dados importantes de seu
computador é o que, em computês, nós chamamos de "fazer backup". A cópia
backup é nada mais do que uma réplica do arquivo original, e a forma mais simples de
fazer backup é salvar o arquivo em dois lugares diferentes: se um deles se estragar,
usa-se o outro. Você pode salvar o arquivo em dois lugares, no mesmo disco rígido, mas
isso não resolverá seu problema no caso de um defeito no disco (também já tive essa
experiência!).
O melhor mesmo é você ter cópias backup de seus arquivos importantes em outro
dispositivo de armazenamento como, por exemplo, em disquete. Nesse caso, se o disco de seu
computador "pifar" (o que é raro, mas não impossível), você compra outro
disco, reinstala os softwares, e copia seus trabalhos do backup. É uma solução rápida,
e barata (um disquete custa menos de R$ 1). Se você trabalha principalmente com arquivos
de MIDI e de textos, o disquete resolve fácil. No entanto, se o seu trabalho musical no
computador também envolve gravação de áudio digital, então o disquete não será uma
boa opção, visto que os arquivos de áudio não caberão em disquete. A solução pode
ser um dispositivo de armazenamento de alta capacidade, como os discos magneto-ópticos
(ex: Zip Disk e Jaz Disk, da Iomega). Uma
unidade de discos Zip custa menos de R$ 300, e cada disco de 100 megabytes custa menos de
R$ 20.
Para fazer as cópias backup, uma opção simples é copiar os arquivos (usando o
Gerenciador de Arquivos do Windows, ou então salvar sempre o trabalho em duplicata
também no disco de backup. Se você tem muitos arquivos que precisam ser copiados em
backup, existem softwares específicos para gerenciar o processo, onde você indica todos
os arquivos que deseja copiar, e o software efetua as cópias, inclusive compactando os
dados, para caber mais arquivos no disco de backup.
O Windows vem com um aplicativo para backup, que não só efetua a cópia backup dos
arquivos que você indicar, mas também facilita muito o processo de recuperação de
qualquer desses arquivos, no caso de você perder o original. Existem também outros
softwares no mercado que fazem backup.
A frequência para você fazer backup depende do volume de trabalho que você realiza. Se
você trabalhou muito num arquivo num mesmo dia, seria interessante fazer um backup desse
trabalho.
5. INTERNET
A Internet é, sem sombra de dúvida, a mídia mais
interessante da atualidade. Através dela, podemos transferir e apresentar para outras
pessoas textos, imagens, sons, etc. A maioria das empresas já está presente na Internet,
inclusive as empresas da área de música.
"Estar presente", nesse caso, vai muito além do que simplesmente possuir um
endereço para correspondência via correio eletrônico (e-mail). Uma empresa pode
disponibilizar uma coletânea imensa de informações sobre seus produtos ou serviços, o
que certamente facilita a divulgação da sua imagem, mas também é uma forma de
assistência extremamente barata.
A maioria das empresas de música possui sites ("sítios") na Internet,
onde mantêm inúmeras páginas com textos informativos e ilustrações sobre seus
produtos. Visitando um desses sites, você normalmente encontra novidades sobre a empresa,
novas versões de softwares, novos produtos, dicas de instalação e operação, e uma
infinidade de outras facilidades. Muitos sites contêm bancos de informações com as
dúvidas mais frequentes dos usuários ("FAQ - Frequently Asked Questions"), que
você pode consultar, e em geral encontra a resposta para o seu problema também.
Fabricantes de software costumam disponibilizar em seus sites as versões de
demonstração de seus produtos, que você pode transferir diretamente para seu
computador, e experimentar antes de comprar. Existem também os grupos de discussão, onde
você pode deixar mensagens e outras pessoas irão ler e responder. Normalmente, isso é
uma boa forma de encontrar ajuda, e até de fazer amizade com usuários do mesmo software
que você usa.
A vantagem disso tudo é que as informações na Internet são de graça! Exceto em poucos
sites que só permitem o acesso de clientes cadastrados previamente (mediante pagamento),
o restante está lá, esperando por você. Além das empresas, muitas pessoas criam sites
para apresentar informações para outras que tenham os mesmos interesses.