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DENTRO OU FORA
A maioria das pessoas prefere uma interface instalada dentro do computador. Não só por
causa do preço (as internas são mais baratas porque o custo de acabamento é menor), mas
também porque a quase todo mundo prefere não ter coisas penduradas ao
computador.
Existem casos, no entanto, em que isso é inevitável, como nos notebooks, onde não é
possível instalar uma placa interna. Por outro lado, as interfaces mais sofisticadas, com
múltiplas entradas e recursos diversos de sincronização, são todas externas, por uma
mera questão de espaço, uma vez que é simplesmente impossível colocar todos os seus
circuitos numa única placa. Essas interfaces mais profissionais, que têm seis ou oito
entradas/saídas MIDI, entradas e saídas de sinal de sincronismo e eventualmente outros
features, geralmente são montadas em módulos formato rack, e conectadas ao
computador através da porta paralela ou serial.
Cada tipo de interface tem sua vantagem. As placas internas geralmente são menos
problemáticas para configuração, pois não ocupam o lugar de algum outro
dispositivo importante (impressora, na paralela, ou fax/modem, na serial). Elas geralmente
usam a IRQ 2 (que é a mesma da 9) e endereço 330 ou 300. Esses parâmetros, adotados
originalmente pela legendária Roland MPU-401, dificilmente conflitam com outras placas,
exceto se você já possuir uma placa de som no computador, que muito provavelmente
estará usando esses parâmetros (pois contém uma interface MIDI compatível com a
MPU-401).
As interfaces externas são ótimas para quem usa dois computadores: o músico que usa um
computador de mesa no estúdio e um notebook ao vivo, por exemplo. Nesse caso, basta
desaparafusar e levar de um lado para outro.
O principal problema das interfaces externas, no entanto, é a disponibilidade de
conector. As que usam a porta de impressora impedem o uso simultâneo desta última
(exceto nas interfaces mais sofisticadas, onde se pode ligar a impressora numa porta de
bypass). Já as que usam a porta serial têm sempre o risco de um conflito, pois todo
mundo hoje possui mouse e placa fax/modem, que já ocupam duas portas COM, não restando
configuração livre para a interface MIDI.
ALÉM DO MIDI
Algumas interfaces MIDI oferecem recursos adicionais, além das tomadas de entrada e
saída MIDI. Elas são interfaces profissionais, e dispõem também de conectores para a
entrada e saída de sinal do tipo SMPTE,
que é utilizado para sincronizar o software MIDI com gravadores de áudio e
videocassetes. As interfaces que têm tais recursos em geral vêm com algum software
aplicativo que permita ao usuário gerar o sinal de SMPTE na placa, para então gravá-lo
(processo de stripe) na pista de sync do gravador.
Existem também interfaces MIDI bem mais sofisticadas, que além das conexões de MIDI
In/Out, e SMPTE In/Out, ainda têm outros recursos de sincronização (ADAT sync, etc).
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A interface externa MOTU Micro Express
possui 4 MIDI In, 6 MIDI Out e recursos de sincronização SMPTE. |