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Sintetizadores Econômicos |
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Análise
comparativa de quatro teclados que não pesam no seu bolso
Aqui está uma análise comparando quatro teclados
sintetizadores da categoria "entry-level", direcionados ao mercado de músicos
iniciantes nesse tipo de instrumento musical. No artigo, são mostradas as
características principais de cada um, os recursos mais interessantes e, claro, seus
respectivos preços.
Vejamos a sua situação: você é tecladista e está querendo adquirir um novo
sintetizador, mas infelizmente não dispõe de tanto quanto gostaria para investir no novo
instrumento. Em outras épocas, isso impossibilitaria a aquisição de um instrumento de
nível satisfatório, porque a tecnologia era muito cara, e só disponível em produtos
"topo-de-linha". Nos dias de hoje, no entanto, os fabricantes oferecem modelos
para todos os níveis de orçamento, com opções muito boas mesmo nas categorias mais
baratas.
O fato de ser um sintetizador econômico, não significa necessariamente que o instrumento
seja "pobre" ou extremamente limitado. Pelo contrário. Às vezes, pelo preço
que se paga por um teclado desses, a relação custo/benefício pode ser muito melhor do
que se você investisse num "rolls-royce", e não usufruísse de uma fração do
que ele pode oferecer. Se você está começando a se envolver com sintetizadores e
instrumentos multitimbrais agora, talvez a opção mais acertada seja escolher algo não
muito complicado - nem muito caro - que possa ser o ponto de partida para o futuro, para
quando você já tiver mais conhecimento sobre o assunto, e então puder "jogar mais
pesado", sem se enganar (nem correr o risco de ser enganado).
Nossa análise incluiu os seguintes instrumentos: Alesis
QS6, Korg X5D, Roland XP-10 e Yamaha CS1X. Os três primeiros são mais
fáceis de se encontrar no Brasil, e você poderá experimentá-los nas boas lojas
especializadas, enquanto o Yamaha CS1X, infelizmente, ainda não apareceu por aqui, mas
esperamos vê-lo em breve.
Em nossa abordagem, procuramos avaliar diversos quesitos, tanto a nível de desempenho
(controles, operacionalidade), quanto de sonoridade (diversidade de sons, processo de
síntese, etc). Em nenhum momento tivemos a intenção de apontar o melhor; deixamos essa
decisão para você, pois cada pessoa irá encontrar os recursos que lhe são mais úteis,
ou as facilidades que lhe são mais interessantes. Nosso objetivo foi o de apresentar os
instrumentos da forma mais esclarecedora possível, para que você tenha subsídios para
sua escolha.
O que foi avaliado em nossa análise
Como referência para a nossa análise comparativa, levamos em consideração algumas
características fundamentais dos sintetizadores. E para que você possa compreender
melhor as avaliações de cada um desses recursos nos sintetizadores analisados,
apresentamos a seguir o que eles significam.
Polifonia - É o número máximo de notas simultâneas que o sintetizador pode
tocar. Alguns fabricantes informam a polifonia em número máximo de vozes (osciladores)
existentes no sintetizador, e não em notas. Nesses casos, alguns timbres podem utilizar
duas ou até mesmo quatro vozes para cada nota produzida, e se a polifonia total for de 32
vozes, só poderão ser tocadas 16 ou menos notas simultaneamente. A princípio, você
pode estar achando que 16 notas simultâneas é mais do que suficiente, pois você só tem
dez dedos nas mãos, não é mesmo? Mas se você tocar uma escala de três oitavas, com o
pedal de sustain pressionado, muito mais do que dez notas estarão soando simultaneamente.
Por outro lado, se o sintetizador estiver operando em modo multitimbral (veja item a
seguir), um arranjo complexo poderá consumir muitas notas ao mesmo tempo.
Partes timbrais - Os sintetizadores modernos são multitimbrais, isto é, o
equipamento pode funciona como se fossem vários sintetizadores em um só, podendo
produzir, simultaneamente, diferentes timbres (piano, baixo, cordas, bateria, sax, metais,
etc). Isso é de enorme utilidade quando se controla o sintetizador por um seqüenciador
ou computador, via MIDI. A maioria dos instrumentos atuais possui 16 partes timbrais, e em
geral reserva a parte 10 para bateria e percussão (normalmente usando o canal MIDI nº
10). Importante: no modo multitimbral, a soma de todas as notas produzidas por todas as
partes não pode ultrapassar a polifonia máxima do sintetizador (veja item anterior).
Memória interna - Os timbres que o sintetizador pode produzir (piano, sax, flauta,
etc) ficam armazenados em memórias digitais, que podem ser do tipo ROM ou RAM. O primeiro
tipo contém os timbres chamados de "presets", que você não pode alterar,
enquanto a memória RAM armazena os timbres chamados de "user", que podem ser
alterados, e assim você pode criar seus próprios sons. Centenas de timbres podem estar
armazenados na memória interna de um sintetizador moderno, e são organizados em grupos
ou bancos ("banks"), que em geral têm 128 timbres cada. Praticamente todos os
sintetizadores atuais possuem um banco chamado de "General MIDI" (GM), onde há
128 timbres ordenados conforme um padrão de numeração (exemplos: o timbre 1 é sempre o
piano acústico, o timbre 7 é sempre cravo, o 13 é sempre marimba, etc).
Expansão de timbres - Mesmo possuindo centenas de timbres na memória interna,
diversos sintetizadores ainda oferecem recursos opcionais de armazenamento, que podem ser
placas de expansão (que são instaladas dentro do equipamento) ou cards (cartuchos) de
memória semelhantes a cartões telefônicos.
Dispositivos de controle - O teclado de um sintetizador em geral é sensitivo, e
pode detectar a força com que o dedo bate na tecla (esse recurso é chamado de
sensibilidade a key velocity). Alguns instrumentos possuem sensibilidade também à
pressão feita pelo dedo, depois da tecla já ter sido abaixada (aftertouch). Tanto o key
velocity quanto o aftertouch podem ser usados para controlar parâmetros do som (volume,
coloração, etc). Além do teclado, normalmente há outros recursos alternativos de
expressividade, que o músico pode usar para controlar algumas características do som
produzido. Os dispositivos de pitchbend e modulation são usados para alterar,
respectivamente, a afinação e o vibrato da nota; esses dispositivos ficam à esquerda do
teclado (para serem usados pela mão esquerda) e podem ter o formato de alavanca, joystick
ou roda ("wheel"). Outros controles usuais são os pedais (sustain e outros), e
os controles deslizantes ("sliders") e rotativos ("knobs") no painel
do instrumento. Em alguns sintetizadores o músico pode escolher qual o parâmetro a ser
controlado pelo dispositivo; em outros, cada dispositivo atua somente em um determinado
parâmetro.
Recursos de síntese - O processo de síntese usado por quase todos os instrumentos
atuais é chamado de sample playback, que nada mais é do que a reprodução de amostras
digitais de instrumentos acústicos. Dessa forma, o som de piano produzido por um
sintetizador é gerado a partir de uma cópia do som de um piano verdadeiro, que está
armazenada na memória do equipamento. Para aprimorar os timbres, muitos sintetizadores
oferecem certos recursos de edição da amostra original, como filtros, geradores de
envoltória e outros dispositivos. Quanto mais sofisticado for o sintetizador, mais
recursos ele possui, e dessa forma permite ao usuário alterar de diversas maneiras os
timbres existentes (os timbres alterados são armazenados na memória user).
Processadores de efeitos - Além de todos os recursos de síntese, os instrumentos
modernos também contêm dispositivos de processamento de som, capazes de adicionar
efeitos interessantes aos timbres do sintetizador. A quantidade e a qualidade desses
efeitos varia muito, mas pelo menos algum tipo de reverb e chorus sempre existe. Os
processadores de efeitos dão maior potencial ao sintetizador, principalmente quando ele
é usado sozinho, como um "mini-estúdio".
Operacionalidade - As máquinas foram feitas para as pessoas. Dentro dessa
premissa, é essencial que um equipamento seja "user-friendly" (traduzindo
livremente: "fácil de usar"), oferecendo facilidades de manipulação, sem
exigir do usuário um "treinamento de piloto da NASA". Além disso, o
equipamento tem que possuir os recursos mais básicos e necessários para as aplicações
a que ele é destinado.
Interface para computador - Para interligar um sintetizador a um computador, é
necessário que este último possua uma interface MIDI instalada (exemplo: placa
SoundBlaster). Mas, se você não possui qualquer tipo de interface MIDI em seu
computador, não se preocupe, pois a maioria dos fabricantes resolveu incluir facilidades
para a integração dos seus sintetizadores com os computadores. Todos os modelos
analisados neste artigo possuem uma conexão especial que permite ligar um cabo à
"porta serial" do computador (PC/Windows ou Macintosh). Para que tudo funcione
direito, é necessário, além do cabo conector, um disquete com um software (chamado de
"driver") que deve ser instalado e configurado corretamente no computador.
De posse dessas informações fundamentais, vejamos o que cada um dos sintetizadores tem
para oferecer.
Alesis QS6
Depois do sucesso do Quadrasynth, a Alesis lançou a nova série QS, com três modelos de
sintetizadores, onde o QS6 é o mais simples. Dentre as características mais marcantes da
linha QS, estão a polifonia máxima de 64 vozes e o versátil processador de efeitos, que
é derivado do já conhecido Alesis Quadraverb.
Comparando com os demais teclados abordados neste artigo, o QS6 traz alguns recursos
bastante interessantes, como o teclado, que tem sensibilidade à intensidade com que a
tecla é tocada (key velocity), e também à velocidade com que a mesma é solta pelo
músico (release velocity). Além disso, o teclado também tem sensibilidade a aftertouch
(pressão na tecla). Isso é importante para aqueles que querem mais expressividade e
controle no teclado. Além da polifonia máxima de 64 vozes, o QS6 também oferece
multitimbralidade de até 64 partes (via 16 canais de MIDI).
Na memória interna do QS6 há 512 timbres presets (fixos), incluindo um banco GM (padrão
General MIDI), e mais 128 que podem ser alterados pelo usuário. A memória pode ser
expandida a até 832 timbres, usando-se cards (cartuchos) opcionais do tipo PCMCIA (o
mesmo usado por computadores portáteis notebook). O processo de geração de sons -
"QS Composite Synthesis" - utiliza amostras ("samples") de 16 bits a
48kHz, e a estrutura do sintetizador inclui um filtro ajustável, três geradores de
envoltória e três LFOs (produzem vibrato e outras modulações), além de outros
recursos programáveis pelo usuário. Os dispositivos de controle (slider programável,
rodas de pitchbend e modulation, pedais, aftertouch) podem ser direcionados para diversos
parâmetros diferentes do som, e de forma bastante flexível. O processamento de efeitos
também é muito sofisticado, e usa quatro linhas independentes de efeitos, podendo atuar
como reverb, chorus, delay, flanger, EQ, pitch-shifter, caixa "Leslie" e outros.
Os efeitos são produzidos por um chip da mesma família do Alesis Quadraverb 2, e
diversos de seus parâmetros podem ser alterados e editados pelo músico, que também
podem controlá-los em tempo-real ("ao vivo"), usando os dispositivos de
controle citados acima.
Operando com o QS6 no modo Mix, o músico pode configurar o sintetizador para trabalhar
com 16 regiões no teclado, divididas ou superpostas, de forma a criar configurações que
combinam timbres diferentes ao longo do teclado. Existem 400 combinações dessas já
armazenadas em memória preset, e o músico ainda pode criar e alterar outras 100
(memória user).
No painel superior do QS6 estão os diversos botões e um display de cristal líquido
(LCD), com iluminação, que possui duas linhas de caracteres de informação. Os
controles de pitchbend e modulation são do tipo rotativo ("wheel") e ficam
localizados à frente do teclado, na extremidade esquerda do painel. Ambos podem ter suas
funções programadas pelo músico. Um potenciômetro deslizante ("slider"), de
função também programável, permite ao músico escolher qual parâmetro do som quer
controlar com ele. No painel traseiro estão as tomadas MIDI (In e Out/Thru), as saídas
de áudio stereo (esquerdo e direito), a saída para fones, os conectores para os pedais
de controle (um de sustain, outro de função programável), a tomada especial para
conexão com computador, a entrada para o card de expansão PCMCIA e a tomada para a fonte
de alimentação externa.
O sintetizador pode ser acoplado a um computador (PC ou Macintosh), usando-se um cabo
opcional. A conexão é feita com a porta serial do computador, requerendo a instalação
software driver específico da Alesis. Acompanha ainda o instrumento um disco CD-ROM, para
ser usado no computador, que traz diversos softwares de utilidade para sequenciamento
MIDI, edição de timbres do QS6 e músicas MIDI.
Korg X5D
Dos teclados analisados neste artigo, o X5D é o mais simples - e menor (pesa menos de 5
kg), mas nem por isso pode ser considerado o "mais fraco" da categoria. O
sintetizador é a versão atualizada do X5, e utiliza a mesma tecnologia dos famosos M1,
01/W e X3, com diversos timbres de excelente qualidade, o que lhe dão um certo ar de
"pequeno notável".
O teclado de 61 notas do X5D possui sensibilidade a key velocity, e a polifonia máxima do
instrumento é de 64 notas. Alguns timbres utilizam o gerador de sons em modo double -
osciladores dobrados - gastando o dobro de vozes (e reduzindo a polifonia). O instrumento
também pode operar de forma multitimbral, com 16 partes (incluindo bateria).
Além dos 128 timbres preset do padrão General MIDI, o X5D possui mais 100 timbres
editáveis (user), e 8 kits de bateria (1 kit GM). Os sons são gerados a partir de 8 MB
de waveforms, pelo processo "Advanced Integrated Synthesis"(AI2), já usado em
outros ótimos sintetizadores da Korg, e os recursos de edição permitem ao músico,
além de usar 6 megabytes de samples, ajustar também as envoltórias dinâmicas do som,
programar a atuação do filtro e do LFO. Como complemento ao sintetizador, o X5D contém
dois processadores individuais que oferecem 47 tipos diferentes de efeitos, desde os
usuais reverb e chorus, até simuladores de caixa Leslie. Pode-se ajustar diversos
parâmetros dos efeitos.
O sintetizador pode operar no modo combination, ideal para uso ao vivo, onde o músico
pode configurar até oito timbres superpostos ou em regiões do teclado, podendo guardar
100 diferentes configurações dessas na memória interna (user). No modo multitimbral, o
instrumento pode trabalhar com até 16 partes simultâneas, recebendo notas nos 16 canais
de MIDI (controlado por um sequenciador, por exemplo). Para aqueles que quiserem explorar
afinações alternativas, o X5D oferece seis escalas diferentes, como a arábica,
indonésia, Werkmeister e a convencional (temperamento igual).
O painel do X5D se assemelha bastante aos demais da Korg, com botões iluminados por leds
vermelhos, e um display de cristal líquido (com iluminação), com duas linhas de 16
caracteres cada. Os controles rotativos de pitchbend e modulation ficam posicionados à
frente do teclado, na extremidade esquerda do painel (nesse modelo, a Korg não usou o
controle por joystick, como nos seus outros sintetizadores). No painel traseiro estão as
tomadas MIDI (in, Out e Thru), as saídas de áudio stereo (esquerdo e direito), a saída
para fones de ouvido (stereo), as entradas para os pedais de controle (um de chave
liga/desliga, outro de ação contínua; ambos com função configurável pelo usuário),
o conector opcional para ligação com computador e a entrada para a fonte de
alimentação externa.
O sintetizador pode ser conectado diretamente a um computador PC ou Mac usando-se o cabo
opcional, que é ligado à porta serial do computador, transformando o X5D em interface
MIDI do computador. A Korg dispõe de um software editor de timbres, com uma diversos
novos sons para o X5D (vale a pena experimentar a coletânea de órgãos).
Roland XP-10
Embora seu forte sejam os sintetizadores profissionais, a Roland sempre deu bastante
atenção também à categoria "entry-level" (lembram-se do JV-30?). O XP-10 é
o "caçula" da linha de teclados XP, e caracteriza-se principalmente pela
simplicidade e sonoridade. Sua polifonia máxima é de 28 notas e o teclado tem 61 teclas
(cinco oitavas), com sensibilidade a key velocity. O instrumento pode operar em modo
multitimbral, com 16 partes, sendo a parte 10 para bateria e percussão.
Nos 4 megabytes de memória, o XP-10 armazena seus 338 presets de timbres (256 deles podem
ser alterados pelo usuário), e mais 36 kits de bateria (16 presets, 20 programáveis).
Nesses timbres estão os 128 do padrão GM, e diversas outras sonoridades que compõem o
padrão próprio da Roland (GS), de onde o General MIDI se originou. Os recursos de
edição do sintetizador incluem envoltória dinâmica (atack, decay, release) do som,
filtro com ressonância ajustável e LFO (produz vibrato). Embora seja um sintetizador
simples, o XP-10 possui recurso de portamento, com tempo ajustável. O sintetizador conta
ainda com um processador duplo de efeitos, que pode adicionar reverb (8 tipos, incluindo
eco) e chorus (8 tipos) aos seus timbres. Alguns parâmetros dos efeitos podem ser também
ajustados pelo usuário.
O display do painel do XP-10 é de cristal líquido, mas não tem iluminação. Os dois
controles (potenciômetros) deslizantes existentes no painel podem ser programados para
controlar parâmetros do instrumento, como o ajuste do filtro ou a profundidade do reverb,
por exemplo. O controle de pitchbend e modulation são integrados em uma só alavanca,
onde os movimentos laterais alteram a afinação (pitchbend), e o movimento à frente
controla o vibrato (modulation). No painel traseiro, estão o conector para pedal (na
parte de trás), que pode atuar como sustain ou pedal de expressão, as tomadas de MIDI
(In, Out e Thru), as saídas de áudio stereo (esquerda e direita), a saída para fones e
o conector da fonte de alimentação externa. Para os micreiros que querem fazer música,
o XP-10 oferece uma conexão especial, também no painel traseiro, que usa um cabo
opcional para conectar o sintetizador à porta serial de qualquer computador PC ou Mac.
O teclado do sintetizador pode operar de três formas diferentes. No modo split, o teclado
é dividido em duas regiões (de tamanho configurável), com dois timbres diferentes
alocados para cada uma delas; no modo dual, ao invés de dividido, o teclado possui duas
regiões superpostas; e no modo x-dual, os dois timbres podem interagir de formas
diferentes - até mesmo fazendo um morphing de um timbre para outro - controlados pelo
modulation ou um pedal, por exemplo.
O instrumento pode operar nos modos Tone e Performance. No primeiro, ele funciona como um
instrumento simples, podendo tocar um único timbre de cada vez. No modo Performance, no
entanto, o músico pode combinar o teclado para tocar timbres nas formas split, dual ou
layer, citados anteriormente, bem como operar como um sintetizador multitimbral (16
timbres simultâneos, incluindo uma bateria). O músico pode memorizar até 64
combinações de timbres do modo Performance, para selecioná-las imediatamente da
memória em shows, por exemplo.
Um dos destaques do XP-10 é o arpejador, que gera arpejos automaticamente, a partir das
notas que o músico toca no teclado. São 30 padrões diferentes de arpejo, que combinam
com diferentes estilos musicais (dance, pop, rock, etc). O músico também pode criar seus
próprios padrões de arpejos, configurando nuances de execução (groove e shuffle). O
arpejador pode sincronizar-se com baterias eletrônicas e sequenciadores externos, via
MIDI.
Yamaha CS1X
Lançado no segundo semestre de 96, mas ainda pouco conhecido pelo público brasileiro, o
CS1X destaca-se a princípio por sua cor incomum (púrpura) e um design leve. O teclado
tem cinco oitavas, é sensível a intensidade do toque (key velocity), e ainda oferece
seis curvas de resposta para o músico ajustar o instrumento ao "peso" de suas
mãos.
A polifonia máxima do sintetizador é de 32 notas simultâneas, e na memória interna há
480 timbres preset do padrão XG, uma extensão da Yamaha para o General MIDI, e mais 11
kits de bateria. A estrutura de síntese do CS1X contém geradores de envoltória e um
filtro com ajuste de frequência de corte e ressonância, parâmetros esses que podem ser
controlados também em tempo-real, por meio de botões no painel. A programação de
parâmetros é bastante facilitada pela tabela impressa no painel, que mostra para que
serve cada botão, e como usá-los. Dentre os timbres do CS1X há vários que simulam
sintetizadores analógicos, o que sugere o uso do sintetizador para dance music e outros
estilos que usam bastante esse tipo de sonoridade. A seção de efeitos dispõe de 11
tipos de reverb, 11 chorus (incluindo flanger) e mais 43 variations, com outros efeitos
interessantes, como pitch-shift, distorção, simulador de Leslie, overdrive e outros.
Pode-se ajustar alguns parâmetros desses efeitos (tempo de reverberação, etc).
A controlabilidade foi uma das metas do projeto do CS1X, e para isso há seis botões
rotativos no painel, através dos quais o músico pode controlar parâmetros do som
imediatamente. Dois desses botões são programáveis (o usuário escolhe qual sua
função). Juntamente com os timbres de sonoridade analógica, esses botões permitem
recriar a expressividade e a facilidade de acesso ao som que existiam nos antigos
sintetizadores. Além dos botões de controle, o CS1X possui os dispositivos comuns de
controle de pitchbend e modulation (esse último tem função programável), e mais um
botão de volume. Os ajustes feitos pelos botões de controle podem ser memorizados como
scenes (cenas), e cada performance (veja a seguir) pode conter duas scenes. Usando o
controle de modulation, o músico pode fazer o som do sintetizador se transformar do
timbre de uma scene para o da outra - uma espécie de "morphing" sonoro. Embora
o teclado do CS1X não seja sensível a aftertouch, seus timbres podem responder a
comandos desse tipo, via MIDI.
O equipamento pode operar em modo multitimbral com 16 partes, sendo uma de
bateria/percussão, para uso com sequenciador, trabalhando com os 16 canais de MIDI. No
modo performance, pode-se ter quatro timbres superpostos, e ainda dispondo de 12 partes
timbrais para serem tocadas via MIDI. O usuário pode criar e salvar na memória interna
até 128 performances, além das 128 que já existem em presets.
O CS1X possui um arpejador automático, que cria padrões rítmicos nas notas, a partir
dos acordes tocados pelo músico. Há 30 tipos de arpejos, alguns deles afetando inclusive
parâmetros sonoros, como a posição do som no stereo ou o ajuste do filtro
("cutoff"). O andamento do arpejador pode ser controlado via MIDI, sincronizado
a um sequenciador ou bateria eletrônica. O CS1X também pode ser conectado diretamente a
um computador PC ou Mac, por meio de um cabo opcional que liga o sintetizador à porta
serial do computador.
No painel traseiro do CS1X estão as saídas de áudio stereo, saída para fones de
ouvido, entrada de áudio stereo (para mixar sinal de um outro instrumento), entradas para
três pedais de controle (um de volume e dois programáveis), tomadas MIDI (In, Out e
Thru) e entrada para a fonte de alimentação externa, além do conector para ligação
com computador. O display do painel é de cristal líquido (LCD) com iluminação.